quinta-feira, 24 de março de 2016

Manifestantes largam família, emprego e estudos para acampar na Paulista

Pessoas de diversas cidades do Brasil deixaram suas responsabilidades para "lutar pelo País"Muitos dos manifestantes acampados em frente ao prédio da Fiesp, na avenida Paulista, deixaram o emprego, a família e os estudos para 'lutar pelo País'.São pessoas com pensamentos diferentes, mas com um objetivo em comum: derrubar o governo de Dilma Rousseff.Veja algumas histórias de manifestantes que acreditam que suas ações vão mudar o PaísMuitos dos manifestantes acampados em frente ao prédio da Fiesp, na avenida Paulista, deixaram o emprego, a família e os estudos para "lutar pelo País".

São pessoas com pensamentos diferentes, mas com um objetivo em comum: derrubar o governo de Dilma Rousseff.

Veja algumas histórias de manifestantes que acreditam que suas ações vão mudar o País

O advogado Álvaro Gomes Junior, de 27 anos, pediu licença do escritório de advocacia que trabalha em Guaratinguetá (SP), nesta terça-feira (23), para se juntar ao grupo de manifestantes que está acampado na avenida Paulista, em frente ao prédio da Fiesp.

Junior conta que tomou a decisão de se ausentar do trabalho pelos próximos 15 dias após ver no noticiário o caso do advogado criminalista ativista na luta contra o governo, que foi morto em Guarulhos nessa terça-feira (22). Para o advogado, o crime tem motivação política.

— Eu já pensava em me juntar ao grupo, mas quando soube da morte do advogado não tive mais dúvidas e pedi licença do trabalho para o meu chefe. Abri mão do meu salário nesse período para juntar forças contra a corrupção e para conseguirmos mudar o cenário político

O analista de sistemas Murilo Nichels, de 27 anos, chegou neste sábado (19) em São Paulo para se juntar ao movimento Resistência Paulista. Em Florianópolis, onde mora, deixou alguns clientes e a namorada, para engrossar o caldo dos manifestantes fixos.

Nichels conta que tem uma pequena empresa prestadora de serviços, que não vai muito bem, por isso faz serviços para fora. Porém, os trabalhos ficaram paralisados para vir a São Paulo.

— Vi na Internet que o pessoal estava acampado. Com o Brasil desandado decidi vir ajudar. Falei com a minha namorada, mas não foi fácil. Ela sabe que eu gosto de lutar pelo País. Nos falamos todos os dias. Ela ficou por lá trabalhando. A empresa em que ela trabalha está tranquila
Foto: Caroline Apple/R7
fonte:R7.com

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