quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Começa nesta quarta em Davos o Fórum Econômico Mundial de 2016

Dilma Rousseff não participará do encontro.
Delegação brasileira será chefiada por Nelson Barbosa.

Davos receberá mais uma edição do Fórum Econômico Mundial, entre os dias 20 e 23 (Foto: Ruben Sprich / Reuters)Tem início nesta quarta-feira (19) em Davos, na Suíça, a edição de 2016 do Fórum Econômico Mundial, que terminará no sábado (23). Na terça-feira (18), o presidente e xecutivo e fundador Klaus Schwab transmitiu uma mensagem de boas vindas aos participantes do encontro.
A presidente Dilma Rousseff decidiu não participar do evento. Segundo o Blog do Camarotti, ela pretende se concentrar na formulação de propostas para combater a crise econômica no Brasil. A intenção é mostrar resultados concretos. A delegação brasileira em Davos será chefiada pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa
Desde que chegou ao Palácio do Planalto, em janeiro de 2011, a presidente só participou do encontro anual em 2014, ao encontro. No ano passado, Dilma deixou de participar do eventopara comparecer à posse do presidente boliviano, Evo Morales, em La Paz.

Segundo asessores do Planalto, Dilma tratou da participação deste ano do Brasil em Davos em uma reunião na residência oficial com cinco ministros, representantes do Banco do Brasil, do BNDES e do Tesouro Nacional.
Criado em 1971, o fórum é realizado anualmente em Davos e reúne lideranças mundiais para discutir temas econômicos de interesse global, como estratégias para a retomada do crescimento ao redor do mundo e ações para o aquecimento da economia nos países. O tema desse ano é a "Quarta revolução industrial".
Economia dos emergentes geram preocupação
Os líderes do Fórum Econômico Mundial deste ano estão temerosos com a economia dos países emergentes. Segundo Reuters, mais de US$ 1 trilhão em fluxos de investimentos já saíram dos mercados emergentes nos últimos 18 meses, mas o êxodo pode ainda não ter chegado nem na metade do caminho, com as outrora crescentes economias parecendo presas em um ciclo de baixo crescimento e investimento.
Alimentado por temores de aperto do crédito nos Estados Unidos e de alta do dólar, e vindo junto com uma longa desaceleração da economia chinesa e uma implosão do super ciclo relacionado às commodities, há uma crescente ansiedade de que não haverá uma recuperação acentuada ao fim deste momento difícil para recompensar os investidores que enfrentaram os piores momentos, ainda de acordo com a agência.
O Produto Interno Bruto (PIB) da China teve crescimento de 6,9% em 2015, o mais baixo desde 1990, segundo os dados oficiais divulgados nesta terça pelo Escritório Nacional de Estatísticas em Pequim. A segunda maior economia do mundo, acostumada com crescimentos acima dos dois dígitos nas últimas décadas, cresceu 6,8% no quarto trimestre de 2015 no comparativo com o mesmo período de 2014.

Outro assunto que deve tomar as atenções é a crise do preço do petróleo e seus efeitos em regiões como a América Latina.
A onda migratória sem precedentes na Europa e atentados extremistas no mundo todo também devem marcar as discussões no encontro. "A geopolítica será um tema primordial e discutido sob todos os aspectos", afirma o fundador do Fórum, Klaus Schwab.
Líderes presentes
Klaus Schwab transmite mensagem de boas vindas na edição de 2016 do Fórum Econômico Mundial, em Davos (Foto: Ruben Sprich / Reuters)
De acordo com a France Presse, vários dirigentes da União Europeia confirmaram presença: o primeiro-ministro da França, Manuel Valls, o presidente da Alemanha, Joachim Gauck, o primeiro-ministro da Suécia, Stefan Löfven e o chefe de governo da Grécia, Alexis Tsipras.
O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, o secretário de Estado John Kerry, e o de Defesa Ashton Carter também devem estar presentes, assim como o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
A agência informou ainda que comparecerão o primeiro-ministro do Iraque, Haidar Abadi, seu contraparte da Turquia, Ahmet Davutoglu, o presidente do Afeganistão, Mohamed Ashraf Ghani, e o da Nigéria, Muhammadu Buhari.
Davos é um lugar ideal para concluir ou dar prosseguimento a negociações. Kerry já agendou um encontro bilateral com o colega russo, Serguei Lavrov, em Zurique. No Fórum também estarão o chanceler da Arábia Saudita e o do Irã, em um momento de grande tensão diplomática.
O presidente da Argentina, Mauricio Macri, confirmou nesta segunda-feira sua viagem à Suíça para participar do fórum. Assim, o país terá representação oficial pela primeira vez em mais de 10 anos. "Vamos a Davos lembrar ao mundo que existimos", disse o ministro da Fazenda argentino, Alfonso Prat-Gay, na última quinta-feira à imprensa estrangeira.
México, Colômbia, Chile e Peru também comparecerão, na busca de investidores
fonte:G1

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