quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Após morte, EPTC analisa se taxistas de Porto Alegre têm antecedentes

Determinação é prevista em resolução divulgada nesta terça pelo órgão.
Homem foi assassinado na madrugada de sábado; taxista é suspeito.


Após o caso da morte de um homem após uma discussão com taxistas no trânsito, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) passará a analisar os antecedentes criminais dos motoristas de táxi em Porto Alegre. A determinação é prevista em resolução divulgada nesta terça-feira (19) pelo órgão da prefeitura que regula o trânsito.Na madrugada do último sábado (16), um homem foi morto a tiros por taxistas na Zona Sul da capital ao final de uma perseguição que começou com uma discussão de trânsito. Um dos envolvidos está preso e dois táxis utilizados na perseguição já foram apreendidos.
Segundo a resolução nº 03/2016, não poderá ter o "carteirão" o taxista com antecedentes de crimes contra a vida, contra a administração, dignidade sexual, hediondos, de roubo, furto, estelionato, receptação, formação de quadrilha, sequestro, extorsão e tráfico de drogas. Os 10,3 mil taxistas cadastrados passarão por uma análise.
A EPTC também encaminhou para a Câmara de Vereadores novos apontamentos para a lei que rege o uso de táxi. Estão previstas no texto a obrigatoriedade do uso de calça e uniforme por motoristas, idade máxima do veículo para circular de cinco anos (atualmente é de 10) e a proibição da circulação de veículos com motor 1.0 que tenham GNV. O projeto deverá ser votado após o recesso parlamentar.
Ainda de acordo com a EPTC, no ano passado ações de fiscalização culminaram em mais de 2,2 mil multas e 500 recolhimentos a táxis, e cerca de 200 carteirões foram cassados ou não liberados a taxistas, por diversos motivos na cidade. Passageiros podem fazer denúncias pelo telefone 156, o email eptc@eptc.prefpoa.com.br ou no Atendimento ao Cidadão da EPTC, Av. Erico Verissimo, 100, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h.

Fonte:G1

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