sábado, 23 de fevereiro de 2013

Empresária atacada com ácido terá que passar por cirurgias nos próximos 2 anos

Mandante do crime e suspeito de conduzir moto usada na ação estão foragidos
Divulgação
montagem
Procurados pela polícia: Rafael Rosa é suspeito de conduzir moto; Marcos Carlos seria mandante do crime
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Após 58 dias internada em uma clínica no Rio de Janeiro, a empresária Andréa Montibeler, que sofreu um ataque com ácido em Saquarema, na região dos Lagos, no dia 11 dezembro de 2012, tenta se recuperar das queimaduras sofridas em 25% do corpo, incluindo todo o rosto, colo, ombros e braços. Segundo o marido da vítima, Ricardo Saraiva, ela precisou passar por 12 cirurgias plásticas para colocação de enxertos e reparação de danos causados pelas queimaduras.
— Nos próximos dois anos, ela ainda vai precisar passar por cirurgias reparadoras. Eu tenho certeza que nenhum homem é capaz de suportar o que ela passou e ainda está passando. Ela teve 100% do rosto queimado. A gente ainda está tentando se reestruturar. A nossa vida mudou completamente. Não tem como ser como era antes e nunca mais vai ser.
Mesmo fora do hospital, a família ainda sofre as consequências da vingança que, segundo investigações da Delegacia de Saquarema (124ª DP), foi tramada por um ex-aluno da academia que pertence à família na cidade da região dos Lagos. Mais de dois meses após o ataque, Andrea ainda precisa de tratamentos de fisioterapia e massoterapia e acompanhamento médico regular. A família ainda não sabe por quanto tempo ela terá que ficar sem se expor ao sol, por causa das queimaduras. Além disso, Andrea precisa de acompanhamento psicológico.
O filho do casal, que estava com a mãe na hora do ataque, também não se recuperou totalmente. Ele sofreu queimaduras provocadas pelos respingos do ácido. Mas, segundo o pai, o que mais preocupa a família são os problemas psicológicos que o episódio pode ter causado na criança. menino ácido
Filho da empresária também sofreu queimaduras no corpo em razão do ataque (Foto: Reprodução/Arquivo R7/Dezembro 2012)
Prisão
Na quarta-feira, a Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu Marcelo Resende Branco, conhecido como Mineiro. Ele é suspeito de ter sido contratado para jogar a substância química na empresária com a ajuda de um comparsa. Ele foi encontrado em Bocaiuva, Minas Gerais.
A polícia procura Rafael Cavalcante Rosa, que conduzia a moto usada no crime, e o suspeito de ser o mandante do ataque, Marcos Carlos Souza Costa, de 62 anos. De acordo com as investigações, o ex-aluno da academia da família brigou com Andrea dias antes do crime.
Segundo Ricardo Saraiva, Marcos Carlos não queria se submeter às regras da academia, como fazer avaliação física e seguir as rotinas de exercícios propostas pelos professores. Por causa disso, ele teria passado mal duas vezes e havia sido chamado por Andrea para uma conversa. Os dois teriam se desentendido e Marcos teria deixado a academia no dia seguinte.
Ainda de acordo com Saraiva, Marcos Carlos teria promovido uma campanha de difamação contra o casal com o objetivo de fechar a academia, inclusive com a distribuição de panfletos. A família procurou a polícia e registrou queixa contra o suspeito. Marcos Carlos ainda teria entrado com uma ação na Justiça contra os donos da academia, mas desistiu do processo.
Dias depois, de acordo com as investigações, Marcos contratou dois homens para atacar a empresária. Segundo depoimento de Marcelo à polícia após prisão em Minas Gerais, ele e Rafael receberiam R$ 1.500 pelo crime.
A emboscada ocorreu na porta da escola do filho de Andrea. No dia 11 de dezembro, quando ela deixava o filho no colégio de carro, dois homens em uma moto a chamaram e, sorrindo, jogaram ácido na vítima, atingindo o filho dela e o carro da família.
Após o crime, todos os suspeitos deixaram a cidade. O marido de Andrea espera que a divulgação de imagens dos suspeitos ajude na prisão.
— Acredito que a sociedade vai ajudar na prisão deles. Eu preciso que eles sejam presos para minimizar essa dor, contrabalancear todo esse sofrimento.


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